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TPI - World Golf Fitness Summit 2018

17 Oct 2018

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Melhor ou pior? É tudo relativo

Uma pergunta que eu recebo muito é qual é o melhor exercício para melhorar A ou B? e qual é o pior exercício para X ou Y? Todo profissional do treinamento possui, ou deveria possuir, uma filosofia própria de treinamento. Algo como uma receita de família. É um conhecimento adquirido através de muitos cursos, livros e artigos lidos, experiência própria e anos de tentativa e erros com alunos. Logicamente vamos moldando essa “receita” de acordo com nossos gostos pessoais e experiências pessoais, por isso nenhum professor possui exatamente a mesma filosofia de treinamento.

 

Casar com uma metodologia e defender ela como a cura de todos os males, beira a burrice e a preguiça, na minha opinião. 

 

"Não existe um swing ideal, existe o swing ideal para cada jogador"

Dr Greg Rose, TPI 

 

Não acredito que um exercício seja melhor ou pior para um certo objetivo. Mas sim melhor ou pior para um certo cliente. A nossa individualidade nos faz completamente diferentes um do outro e apesar de estar na busca dos mesmos objetivos, melhorar a nossa qualidade de jogo e bem estar pessoal a nossa jornada para cehgar lá pode ser completamente diferente. 

 

Assim como os alimentos ou os remédios, o que pode ser bom para um, pode ser prejudicial para o outro e a dosagem também varia, o que para uma pessoa é subdose, para outra pode ser overdose. Nem todo o mundo se beneficia do treino com máquinas de musculação e nem todo o mundo se adapta bem ao kettlebell.

 

Mas como podemos entender melhor como escolher treinamentos e metodologias? Definitivamente não é seguindo modismos ou imitando o que vemos nas mídias sociais. Na minha opinião cada post com recomendações de exercícios deveria vir acompanhada daquela famosa frase escrita nas bulas de remédios: Não realize este exercício sem supervisão, em caso de dúvidas consulte sempre um treinador pessoal.

 

O treinador, assim como o médico pedindo um hemograma completo, vai poder avaliar sua condição física, seu histórico de lesões, sua rotina diária, suas preferências e objetivos e juntar toda essa informação para poder organizar uma “receita" somente sua. Onde todos os exercícios são importantes e necessários e nada alí deveria te prejudicar.

 

Vou dar um exemplo. Eu tenho um backround de atletismo, handebol, ginástica, tenis, golfe e levantamento de peso. É minha base prática. Mas eu tenho estudo em pilates, golfe e treinamento funcional. Essa é minha base teórica. Acredito que o treinamento deva envolver movimentos tridimensionais, multiarticulares com coordenação e fluidez bilateral e mobilidade e estabilidade em equilíbrio. Adoro usar equipamentos como bolas, elásticos, kettlebell, clubbell e exercícios envolvendo o peso do corpo. Significa que eu odeio máquinas de musculação? não. Significa que eu dou kettlebell para todos meus alunos? não.

 

Da mesma maneira que um chef varia sua receita básica de acordo com o gosto do cliente, alguns alunos precisam mais de mobilidade e exercícios coordenativos, outros de explosão e bilateralidade e outros precisam trabalhar o básico da estabilidade. Cada um vai receber o que precisa, na dose ideal e procurando a evolução constante. A filosofia é a mesma para todos, mas a metodologia é infinitamente variável procurando somente um objetivo: evolução constante.

 

Por isso fica a minha recomendação, não copie treino dos outros. Não acredite em melhor e pior exercício para um objetivo e principalmente procure alguém que saiba personalizar e adaptar o treino às suas necessidades para evitar lesões e estar sempre evoluindo.

 

Toda aula eu espero três coisas no final

Que o aluno saia suado (afinal estamos aqui para treinar)

que ele termine sabendo a razão e objetivo de cada exercício

e que ele vá embora sorrindo e satisfeito

 

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