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Afinal, se o mental game é importante no golfe, por que ninguém treina?!

June 21, 2017

Nos últimos meses eu tive a oportunidade de passar por alguns clubes nos estados de São Paulo e do Paraná, além do contato com alguns dos nossos melhores juvenis em Torneios organizados pela Federação Paulista de Golfe. Um ponto comum em todo diálogo era sobre a importância do aspecto mental em inúmeras situações do jogo, entretanto, as mesmas andanças me fizeram questionar o que temos feito para alcançar um bom desempenho nesse quesito.

 

Em média, 4% do tempo gasto pelos golfistas brasileiros são dedicados a algum tipo de treino mental, contra 25% apresentado pelos amadores dos EUA (ARONI et al., 2015). Isso reflete outro número preocupante, 70% do nosso tempo estão investidos em treinos técnicos, na verdade o famoso “bate-bola”. Sendo assim, minha grande hipótese é que não temos a menor ideia de como treinar o mental, fato que nos absolve de maior culpa.

 

A psicologia esportiva possui dois grandes pilares: o cognitivo, representado pelas decisões tomadas ao longo dos 18 buracos; e o afetivo, composto por inúmeras emoções que se apresentam diante de birdies, bunkers, OBs, triplo bogeys... Manter o equilíbrio entre eles é ponto fundamental para o ótimo desempenho. Na prática, o destempero pode trazer alguns sintomas fisiológicos como frequência cardíaca acelerada, respiração curta e pouco eficiente, mãos frias, dificuldades de concentração, etc. O que nos torna reféns do acaso e mais suscetíveis aos erros.

 

Neste sentido, mais do que apontar dedos, me atrevo a sugerir 5 práticas de fácil execução:

  1. Faça registros em seus jogos além do score de cada buraco, identificar os pontos fortes e fracos o fará escolher de forma racional os tacos de maior desempenho nos jogos, deixando os ruins para trabalhar nas aulas com seu treinador.

  2. Nos treinos troque de taco a cada bola batida, afinal a dinâmica do jogo segue essa lógica. Se possível, utilize a sequência: madeira-ferro-wedge, simulando os buracos de par 4 e 5.

  3. Monte rotinas que antecedam o fullswing e o putting, sistematizar esses momentos aumenta a probabilidade de maior concentração e acerto. Inclusive, utilize as rotinas em seus treinos.

  4. Estude técnicas de relaxamento em campo (ex. respiração profunda), isso facilitará o equilíbrio fisiológico após alterações comportamentais indesejadas, como a frustração de perder um putt de 1 metro.

  5. Utilize auto conversas e pensamentos positivos no campo, isso fará com que esteja equilibrado e confiante nas suas ações do jogo.

     

     

     

     

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