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O quinto elemento

September 20, 2017

A importância do livro na formação do atleta e cinco sugestões de leitura para entender o swing contemporâneo

 

A vida de um atleta profissional, e também a de um bom esportista amador, é formado por quatro elementos principais: aprimoramento técnico, aperfeiçoamento físico, experiência prática e fairplay. Quer dizer, ele primeiro aprende as técnicas, em seguida treina, depois compete e, ganhando ou perdendo, mantém-se dentro das regras do esporte que o acolheu.

 

Há, porém, um quinto elemento principal, cuja ausência não tira de ninguém o título de atleta ou esportista, embora possa limitá-lo: o conhecimento teórico. No caso específico do golfe, esse aprimoramento intelectual significa a disposição de estudar os seguintes aspectos: mecânica do swing, estratégia em campo, evolução dos equipamen tos, aplicação das regras e psicologia esportiva.

 

 

Claro, sempre há a equipe técnica para dizer ao atleta o que deve ou não ser feito, mas se o próprio atleta detiver parte dos conhecimentos, melhor para ele e para a equipe, pois os níveis de realismo e exigência recíproca se elevam.

 

Apesar de haver tantas ferramentas de conhecimento, e todas imprescindíveis, tais como vídeos e softwares de análise, o livro ainda continua sendo insubstituível. Há nesse formato um tipo de profundidade que os outros formatos não contemplam; e o golfista é privilegiado, pois há uma quantidade imensa de literatura especializada em todos os aspectos possíveis e imagináveis do jogo. Neste artigo, porém, vou me limitar à sugestão de cinco leituras que fornecem a compreensão dos vários tipos de swing, com enfâse em sua versão contemporânea. Vamos a eles.

 

O livro fundador do swing moderno é o famosissímo "Five Lessons", de Ben Hogan. A modernidade está, sobretudo, em seu conselho de manter a base o mais firme possível, com menos giro de quadris e mais giro de ombros,  gerando, consequentemente, o torque. É algo que contraria os swings da old school, os quais tinham excessivos movimentos corporais. O swing moderno de Hogan lançou os fundamentos para o surgimento do swing contemporâneo, o qual tem torque máximo, estabilidade máxima, nenhum movimento supérfluo e finish em equilíbrio perfeito, sem o deslocamento da perna esquerda no backswing e sem o aflitivo "C" invertido (coluna e pernas curvadas) na terminação, duas características dos swings da era pré-científica do golfe.

 

Outro livro bem especial é o "Lessons from Golf Greats", de David Leadbetter. Trata-se de análises comentadas de 25 swings de profissionais de primeiro time, a exemplo de Ernie Els, Jack Nicklaus e Phil Mickelson. Ao fim da leitura, ganhamos um ferramental teórico muito útil para comparações de estilos e técnicas, as quais, ao longo do tempo, foram se mostrando valiosas ou descartáveis.

Já o "Tour Tempo" de John Novosel desfaz um equívoco: o ritmo (tempo) de um bom swing não varia de jogador para jogador, como se acreditava, mas é sempre igual, sendo três unidades até o topo e uma unidade até o impacto. Se o jogador abondona essa proporção rítmica de 3x1, a precisão e o rendimento do swing são seriamente prejudicados. Foi provado cientificamente por Novosel, não é, portanto, questão de opinião.

 

Por falar em ciência, "The Physics of Golf", de Theodore P. Jorgensen, é um interessante passeio pelos efeitos das leis físicas sobre o swing e sobre o taco. Aprendemos, por exemplo, que é desnecessário levar o taco até o paralelismo com o solo no topo do swing, pois o que se ganha de distância é algo irrisório, enquanto a precisão é afetada.

 

 

 

Como sugestão última, o livro mais importante do gênero, o impressionante  "The Golfing Machine", de Homer Kelley. Estudo aprofundado, não explica o funcionamento de apenas um tipo de swing, mas de todos os swings, além de todas as combinações possíveis de planos, grips, stances, etc. Tudo é explicado de modo lógico e por meio de conhecimentos que vão da geometria à física, passando pela biomecânica e pela balística. Não há espaço nesta obra para "achismos", tal a lógica e coerência impressionantes com que tudo é explicado e provado. Mal comparan

 

do dois mundos completamente distintos, querer compreender a fundo o swing de golfe sem ler "The Golfing Machine" é como querer se especializar em física teórica sem ler "A Teoria da Relatividade".

 

Naturalmente, outros grandes livros poderiam ser escolhidos. Afinal, aqui não constam clássicos como os de Manuel De la Torre e Tom Watson, por exemplo. Mas acredito que esses cinco escolhidos possibilitam uma excelente formação teórica, o que significa adquirir novos olhos e novas atitudes com relação a um dos movimentos mais complexos e plásticos do mundo esportivo. 

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