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TPI - World Golf Fitness Summit 2018

17 Oct 2018

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Os 4 pilares do bom aquecimento

O aquecimento ainda sofre um pouco de falta de compreensão e confusão entre os golfistas. Enquanto aguns ainda acham que é totalmente dispensável, outros não fazem ideia do que fazer e poucos realmente sabem como e por que estão aquecendo.

Seja sincero, em mais de uma ocasião você pulou o aquecimento para ir direto pro drive range, ou pior para o Tee 1. Muitas vezes não teve um impacto negativo na sua performance, mas basta um dia, onde sem querer seu backswing vai um pouco além ou você tem mais dificuldade para frear o followtrough e ai ocorre uma lesão que poderia muito bem ter sido evitada com 5 minutinhos de aquecimento. Ninguém gosta nem de imaginar isso.

Em muitos eventos ainda é possível ver jogadores caminhar desesperadamente em direção ao drive range e ignorar completamente o espaço destinado ao aquecimento (em alguns casos inclusive com um profissional à disposição). O seu swing não vai magicamente “encaixar" nos minutos que antecedem o jogo, muito pelo contrário, insistir na teoría e se focar desesperadamente na técnica só vai te atrapalhar nessa hora. O jogador no momento do torneio deve somente se preocupar com sua tática, não com detalhes de grip, backswing ou velocidade. Foco no essencial garante clareza e calma nas ações.

Por outro lado seu cérebro sim precisa de um "cutucão" antes de entrar em campo. O Sistema Nervoso Central precisa de um estímulo para acordar e conseguir recrutar os músculos com sinergia e eficiência no swing. O aquecimento entra antes do treino ou do jogo para preparar seu corpo, evitar dores, garantir mobilidade e estabilidade. 

A escolha dos movimentos de aquecimento precisam seguir umas regras básicas. Por exemplo, se você tem histórico de rigidez no ombro, seu aquecimento precisa dar uma atenção especial à esta região, talvez mais do que à cervical, não que esta não seja importante, mas na lista de prioridades talvez seu ombro que já te incomodou outras vezes precise de mais tempo para “acordar”. Percebeu como eu disse “movimentos”? sim porque aquecer é realizar movimentos. Levantar a perna e alongar estaticamente os músculos posteriores da coxa não é aquecer, isso se chama alongar, e deve ser imediatamente retirado da sua rotina de aquecimento. Mas como esse ponto é polêmico, vou deixar aqui já minha promessa de elaborar mais esse assunto no próximo artigo.

 

Voltando aos 4 fundamentos de um bom aquecimento 

 

  1. Deve provocar elevação da temperatura corporal

O movimento provoca um aumento normal da temperatura do tecido, que por sua vez garante a lubrificação e elasticidade deste. Sua rotina de aquecimento deve te deixar com um certo calorzinho em cada articulação, pos isso o nome aquecimento, serve para entrar em calor. Se ao final da sua série, não provocou um pouco de suor, comece de novo e capriche mais.

 

2. Deve recrutar a mobilidade e estabilidade já existente

 

Aquecimento não é uma sessão de treino onde o jogador desesperadamente tenta conquistar uma mobilidade que ainda não possui. Pega leve! trabalhe a mobilidade dentro de suas limitações, sem se exceder. Ganhar mobilidade deve acontecer numa sessão de treino físico direcionado e não no aquecimento antes daquele jogo importante. A estabilidade também deve ser um ensaio daquela estabilidade que o jogador já possui. Ativar os sentidos de estabilização e a propriocepção vão contribuir para um swing mais controlado e estável. Mas de novo, sem querar usar o aquecimento como uma sessão para adquirir novas habilidades.

 

3. Deve ser um ensaio para os movimentos que o esporte exige

 

E não vamos pensar unicamente em swing! mas se abaixar para colocar a bola no tee, caminhar na subida e descida, manter a postura estática do putter. Tudo isso é golfe, não só o swing. Pense nas articulações mais exigidas no movimento: cervical, ombros, coluna, quadril, joelhos, tornozelos…  praticamente todas! integração, essa é a palavra... esporte é uma sinfonia de músculos e articulações trabalhando em conjunto. Por isso não deixe nenhuma de fora.

Outra dica que eu deixo é: sempre realize os movimentos bilateralmente, ou seja se um dos movimentos simula o seu swing, repita também no sentido oposto. A bilateralidade além de evitar lesões, ativa seu sintema nervoso e capacita você a realizar melhor o movimento para o lado preferido.

 

 

4. Deve preparar o Sistema Nervoso Central para a atividade

 

Realizar um swing, como escrever com lápis, é uma tarefa que pode ser menosprezada, mas é altamente complexa no sentido do controle neural necessário para criar harmonia do movimento.

O aquecimento não deve tentar corrigir deficiências mas sim otimizar a capacidade do corpo de absorver e se adpatar ao estresse. Deve gerar o máximo de potência com o mínimo de desgaste articular e é por isso que o treino antes da hora H é muito ineficiente e possivelmente irresponsável. Antes do jogo seu SNC não vai aprender nada, só vai se confundir. Por isso fique em terreno familar, não queira fazer movimentos que não controla só por que viu o Jordan Spieth fazer.

Atenção!! este artigo não está dizendo que não deva ir para o drive range, só que faça isso após preparar seu corpo com movimentos tridimensionais, bilaterais e de complexidade controlada para aumentar sua temperatura corporal, lubrificar as articulações e assim acordar sua mobilidade e estabilidade. Por quanto tempo? depende de você, mas eu acredito que você pode investir pelo menos 5 minutos. Agora derrubei sua desculpa de falta de tempo! 

 

Assista um video de aquecimento específico:

 

ref> Warmup and Motor Concepts, by Charlie Weingroff

 

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